A tragédia na Venezuela se agrava com o passar dos dias, após os terremotos que atingiram o país há duas semanas. Nesta quarta-feira, 8, o governo local atualizou os dados e confirmou que o número de mortos subiu para 3.811. O total de feridos permanece em 16.740, sem alteração em relação aos dados divulgados na segunda-feira, 6.
As operações de busca por sobreviventes completam 15 dias, e, segundo informações do governo da presidente interina Delcy Rodríguez, 6.462 pessoas foram resgatadas dos escombros desde o início dos trabalhos. No entanto, ainda não há uma estimativa oficial sobre o número de desaparecidos, embora o site Desaparecidos Terremoto Venezuela indique que esse total já ultrapassou 30 mil.
Até o momento, 86.794 famílias receberam assistência em decorrência dos desastres. Os dados oficiais revelam que 856 edifícios sofreram danos, sendo que 190 deles desabaram completamente. Contudo, Projeções da Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço (Nasa), com base em imagens de satélite, sugerem que a situação pode ser ainda mais grave, com quase 60 mil edifícios afetados.
De acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o primeiro terremoto ocorreu nas proximidades de San Felipe, apresentando magnitude de 7,2 e profundidade de 21,9 quilômetros. Um segundo tremor, com magnitude de 7,5, ocorreu cerca de 40 segundos depois na região de Yumare.
Estimativas da Organização das Nações Unidas (ONU) apontam que mais de 26 mil pessoas foram afetadas pelos terremotos, e cerca de 12,8 mil indivíduos tiveram que deixar suas residências. Os tremores registrados em 24 de junho são considerados os mais intensos na Venezuela em mais de um século, com o Estado de La Guaira sendo o mais atingido, assim como diversas áreas da capital, Caracas.

