Ypê retoma produção após aprovação da Anvisa e ajustes em fábrica

A Anvisa autorizou a Química Amparo a reiniciar a fabricação de produtos da marca Ypê, após correções.
WhatsApp
Facebook
Twitter
Print
relogio — Foto: relogio

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou a autorização para a retomada das atividades da fábrica da Ypê, localizada em Amparo, São Paulo, após a constatação de melhorias nas condições sanitárias da empresa. A decisão, divulgada na última sexta-feira (29), permite que a Química Amparo reinicie sua produção após a correção de falhas detectadas em inspeções anteriores.

A liberação foi resultado de uma fiscalização realizada em conjunto pela Anvisa, pelo Centro de Vigilância Sanitária de São Paulo, pelo Grupo de Vigilância Sanitária de Campinas e pela Vigilância Sanitária de Amparo. Durante a inspeção, a empresa foi exigida a atender a 76 requisitos sanitários, que incluíam aprimoramentos nos processos de fabricação e controle de qualidade, além do rastreamento dos produtos e do monitoramento de riscos sanitários.

Leandro Safatle, presidente da Anvisa, destacou que a fábrica da Ypê agora cumpre os critérios necessários para operar de forma segura, garantindo que os produtos não apresentem riscos à saúde da população. A Anvisa também se comprometeu a continuar monitorando as ações corretivas implementadas pela empresa ao longo do tempo.

Com a nova autorização, os produtos fabricados pela Ypê a partir de 1º de abril de 2026 estão liberados para comercialização. Isso inclui itens como detergentes líquidos para lava-roupas, lava-louças e desinfetantes, que poderão ser utilizados normalmente no mercado.

Entretanto, a Anvisa manteve restrições para alguns produtos da marca, que continuam proibidos de serem vendidos e utilizados. A proibição se aplica a detergentes, sabões líquidos para roupas e desinfetantes com lotes que terminam em “1”, fabricados até 31 de março de 2026. Esses itens devem ser armazenados de maneira segura até que a empresa apresente laudos laboratoriais que permitam sua liberação.

Vale lembrar que a situação da Ypê ganhou destaque após um incidente em novembro de 2025, quando foi identificada contaminação microbiológica em produtos da linha de lava-roupas, especificamente pela presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa. Essa bactéria, embora comum em ambientes naturais, pode causar infecções em pessoas com o sistema imunológico comprometido, o que levou a Anvisa a classificar as medidas corretivas como essenciais para proteger a saúde pública.

PUBLICIDADE

Relacionadas: