Zélia Duncan compartilha experiência com câncer de tireoide e recuperação vocal

A cantora Zélia Duncan falou sobre o diagnóstico de câncer de tireoide em 2017 e como a.
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Em uma entrevista ao videocast do Globo, a cantora Zélia Duncan abriu o coração ao falar sobre sua luta contra o câncer de tireoide, diagnosticado em setembro de 2017, quando tinha 50 anos. A possibilidade de perder a voz, seu principal instrumento de trabalho, gerou um dos maiores medos de sua carreira.

Zélia passou por uma cirurgia em dezembro de 2017, após meses de apreensão e incertezas. Durante esse período, mesmo com a pressão emocional, ela continuou a se apresentar, mas sentia como se estivesse se despedindo da música. Nos bastidores, a artista revelou que frequentemente se emocionava diante da incerteza sobre sua recuperação. Sua fonoaudióloga, ciente do estado emocional da cantora, a incentivou a não se despedir.

O diagnóstico de câncer ocorreu em um momento positivo da carreira de Zélia, que se sentia forte e saudável, além de estar em um relacionamento com Flavia. Contudo, a situação foi complicada pela menopausa, que a levou a interromper a reposição hormonal antes da cirurgia. A relação cuidadosa que sempre teve com sua voz, evitando toques em seu pescoço e tomando precauções para preservá-la, fez com que a descoberta da doença fosse ainda mais impactante.

Após a cirurgia, Zélia enfrentou um longo processo de adaptação. O palco, que antes era apenas um espaço de trabalho, transformou-se em um local de recuperação emocional. A cada apresentação, ela sentia que recuperava um pouco mais da confiança perdida. A artista revelou que mesmo chorando antes de entrar em cena, conseguia se reinventar a cada show.

Atualmente, Zélia continua a se apresentar e afirma que não tem mais medo do microfone ou do palco, embora mantenha uma abordagem cautelosa em relação à sua voz. Essa experiência de superação se reflete também em sua produção musical, especialmente no álbum "Agudo grave", seu 21º disco, que aborda temas relacionados à voz e às transformações que vivenciou. A faixa "Voz", em parceria com Maria Beraldo, encerra o álbum com um verso significativo: “E as cicatrizes todas cantam por mim”.

O trabalho, desenvolvido em colaboração com Maria Beraldo e Tó Brandileone, representa não apenas a voz que Zélia ainda possui, mas também a artista que ela se tornou após enfrentar a batalha contra o câncer. As cicatrizes deixadas pela doença foram transformadas em parte de sua expressão artística, simbolizando a resiliência e a superação.

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