O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) expediu um mandado de prisão contra Bruno Fernandes, ex-goleiro do Flamengo. Ele foi condenado pela morte de Eliza Samúdio em 2010 e descumpriu requisitos para o livramento condicional, resultando na revogação do benefício. Bruno havia recebido a liberdade condicional em 2023 e estava em liberdade desde então.
O juiz Rafael Estrela Nóbrega, responsável pelo caso, constatou que Bruno infringiu as normas do regime de liberdade condicional em fevereiro deste ano. Em uma ocasião, ele foi flagrado em uma partida do Flamengo no Maracanã, onde deveria estar se recolhendo. Além disso, o goleiro não comunicou uma viagem ao Acre, onde foi contratado pelo Vasco-AC para a Copa do Brasil.
Bruno, que tinha 41 anos, viu sua passagem pelo Vasco-AC ser breve, pois o time foi eliminado e seu contrato foi rescindido. Após a decisão judicial, o ex-jogador apagou seu perfil nas redes sociais. A defesa de Bruno ainda não se manifestou sobre a situação.
O goleiro foi condenado a 23 anos e um mês de prisão por homicídio, ocultação de cadáver, sequestro e cárcere privado. Bruno já havia obtido progressão para o regime semiaberto em 2018 e atuou por times menores até encerrar sua carreira profissional em 2021. Desde que ganhou a liberdade condicional em janeiro de 2023, suas tentativas de retornar ao futebol profissional não tiveram sucesso devido à rejeição de torcedores e patrocinadores.