A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou a Operação Falso Advogado com o intuito de desarticular uma organização criminosa especializada em fraudes eletrônicas. A ação, que contou com a participação de cerca de 70 policiais, resultou em 14 prisões e 24 mandados de busca e apreensão em São Paulo e Praia Grande.
A Justiça emitiu um total de 45 ordens judiciais, incluindo 20 de prisão preventiva. O grupo investigado é responsável pelo golpe do falso advogado, no qual criminosos obtêm credenciais de profissionais da advocacia para acessar processos judiciais eletrônicos e coletar dados das partes envolvidas.
Após se passarem por advogados, os criminosos solicitavam pagamentos alegando serem taxas necessárias para a liberação de ações judiciais. As vítimas, induzidas a erro, transferiam quantias elevadas acreditando tratar com seus representantes legais.
As investigações revelaram uma estrutura organizada com divisão de tarefas para a execução do golpe e lavagem do dinheiro. A quadrilha atuava em diversos estados, e os suspeitos enfrentam acusações de estelionato qualificado, organização criminosa e lavagem de dinheiro, com penas que podem somar até 26 anos de prisão.

