Durante uma coletiva de imprensa realizada na Alemanha no dia 20 de abril de 2026, o presidente Lula, do PT, manifestou estar "tranquilo" para concorrer ao quarto mandato presidencial. Ele refutou a ideia de que o momento atual seja marcado por uma crise no cenário eleitoral, afirmando que a disputa eleitoral é um processo democrático e sereno.
Lula destacou sua experiência, sendo o político que mais participou de eleições na história do Brasil, e afirmou: "Não tem turbulência nenhuma. Eu encaro eleição como a coisa mais democrática, mais tranquila possível". Em suas declarações, o presidente também aproveitou para criticar as ações dos Estados Unidos em relação a países como Venezuela e Cuba, enfatizando a necessidade de respeito à autodeterminação das nações.
O presidente questionou a ingerência política que países, como os EUA, exercem sobre a organização interna de outras nações, afirmando: "Eu sou contra qualquer país do mundo se meter a ter ingerência política de como a sociedade de um país tem que se organizar ou não". Ele também ressaltou a importância dos direitos humanos e o respeito à carta da ONU, pedindo que cada nação se organize conforme suas próprias necessidades e desejos.
Em uma crítica anterior ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Lula pediu apoio da Alemanha para fortalecer essa posição contrária à ingerência externa. As declarações ocorrem em um contexto onde uma pesquisa divulgada pela Quaest no dia 15 de abril mostrou que o senador Flávio Bolsonaro, do PL, e o presidente Lula estão tecnicamente empatados em um possível segundo turno nas eleições de 2026.
Os dados da pesquisa indicam que Flávio Bolsonaro possui 42% das intenções de voto, enquanto Lula aparece com 40%. Essa é a primeira vez em que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro ultrapassa o atual presidente em termos numéricos. Em março, ambos estavam empatados com 41%, e a vantagem de Lula, que era de dez pontos em dezembro, foi gradualmente reduzida ao longo dos meses, culminando na atual situação de vantagem de dois pontos para Flávio.
Essas informações revelam um cenário eleitoral em evolução, onde a disputa se intensifica à medida que se aproxima o período das eleições. Lula, ao reafirmar sua disposição para a corrida eleitoral, busca consolidar sua imagem de líder forte e tranquilo, mesmo diante de uma concorrência acirrada e de pesquisas que indicam uma mudança nas intenções de voto do eleitorado.

