Keir Starmer admite falha ao nomear Peter Mandelson como embaixador nos EUA

O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, reconheceu um erro ao designar Peter Mandelson como embaixador em Washington após.
WhatsApp
Facebook
Twitter
Print
Foto: Foto: REUTERS/Evelyn Hockstein

O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, admitiu nesta segunda-feira (20) ter cometido um erro ao nomear Peter Mandelson para o cargo de embaixador em Washington. A revelação de que Mandelson não havia sido aprovado nas verificações de segurança e tinha vínculos com o financista Jeffrey Epstein gerou uma onda de críticas e uma crise política no governo britânico.

Durante uma audiência no Parlamento, Starmer declarou que a decisão de nomear Mandelson não teria ocorrido se todas as informações tivessem sido devidamente apresentadas. Ele assumiu a responsabilidade pelo erro e pediu desculpas às vítimas de Epstein, afirmando: "No centro de tudo isto, há uma decisão que tomei e que foi errada. Eu não deveria ter nomeado Peter Mandelson".

Mandelson ocupou o cargo por nove meses, até que surgiram questionamentos sobre sua proximidade com Epstein e falhas nos processos de verificação exigidos para a função. Starmer ressaltou que não foi informado adequadamente sobre as restrições relacionadas ao nome indicado, afirmando que alertas sobre o caso "poderiam e deveriam ter sido compartilhados" antes da nomeação.

O primeiro-ministro também destacou que houve uma "decisão deliberada de reter esse material", afastando a possibilidade de uma falha administrativa. A oposição, por sua vez, foi rápida em criticar a gestão de Starmer, que enfrenta pressão por sua renúncia. A líder conservadora, Kemi Badenoch, acusou-o de enganar o Parlamento e o país, enquanto Ed Davey, líder dos Liberal Democratas, classificou a situação como um "erro de julgamento catastrófico".

A sessão parlamentar foi marcada por tensões, resultando na retirada de dois deputados após acusações de que o primeiro-ministro teria mentido, o que Starmer negou. Por outro lado, aliados do governo defenderam o premiê. O vice-primeiro-ministro David Lammy destacou que a nomeação não teria ocorrido se todas as informações tivessem sido repassadas previamente.

O episódio acontece em um momento crítico para o governo trabalhista, que já enfrenta desafios internos e uma queda de popularidade. Membros do partido expressaram preocupação quanto ao impacto político da situação, especialmente com as eleições locais e regionais se aproximando. Críticos também apontam que Starmer foi alertado sobre os riscos reputacionais ao escolher alguém associado a Epstein para um cargo diplomático de destaque. Além disso, documentos relacionados ao caso sugerem que Mandelson pode ter compartilhado informações sensíveis no passado, acusações que ele nega.

PUBLICIDADE

Relacionadas: