Governo brasileiro considera expulsão de agentes dos EUA após incidente com delegado da PF

Diante do pedido dos Estados Unidos para a remoção de um delegado da Polícia Federal, o Governo.
WhatsApp
Facebook
Twitter
Print
Delegado da Polícia Federal (PF) Marcelo Ivo. Foto: Reprodução.

O governo brasileiro, sob a liderança do presidente Lula, está analisando a possibilidade de expulsar agentes norte-americanos que estão em território nacional. Essa avaliação surge em resposta ao pedido feito pelos Estados Unidos para a remoção do delegado Marcelo Ivo, da Polícia Federal, que se envolveu na prisão de Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência.

Delegados da PF possuem atuação nos Estados Unidos e, da mesma forma, agentes norte-americanos operam no Brasil com base em um memorando de entendimento que regula a cooperação policial entre os dois países. Fontes da PF confirmam que esse acordo ainda está em vigor e foi renovado em 2025, durante a administração de Donald Trump.

No dia 20 de abril, o Gabinete de Assuntos do Hemisfério Ocidental dos Estados Unidos divulgou, através de redes sociais, a solicitação para a saída do delegado Marcelo Ivo. A mensagem que acompanhou a solicitação afirma que “nenhum estrangeiro pode manipular nosso sistema de imigração para contornar pedidos formais de extradição e estender perseguições políticas ao território dos Estados Unidos”.

Esse pedido gerou surpresa no governo brasileiro, que imediatamente começou a considerar possíveis respostas ao incidente. Inicialmente, o Itamaraty fez um pedido formal de esclarecimentos às autoridades americanas, embora haja a expectativa de que não sejam fornecidas informações detalhadas.

Diante desse panorama, o governo brasileiro está avaliando diferentes alternativas de resposta. Entre as opções consideradas estão a possibilidade de ignorar o episódio ou aumentar a pressão por explicações adequadas. O princípio da reciprocidade também está sendo analisado, o que pode levar à expulsão de um agente norte-americano que atua no Brasil.

Em declarações feitas no dia 21 de abril, antes de deixar Hannover, na Alemanha, o presidente Lula comentou sobre a situação. Ele declarou: “Se houve um abuso americano com relação ao nosso policial, nós vamos fazer a reciprocidade com os deles no Brasil. Não tem conversa”.

PUBLICIDADE

Relacionadas: