O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil Seção São Paulo, Leonardo Sica, manifestou a necessidade de apuração a respeito do contrato estabelecido entre a advogada Viviane Barci e o Banco Master. A declaração ocorreu em uma entrevista realizada na Fundação Getulio Vargas, em São Paulo, no dia 21 de abril de 2026, às 11h35.
Sica enfatizou que o valor dos honorários advocatícios, por si só, não é um indicativo de irregularidade. No entanto, ele ressaltou a importância de esclarecer quais serviços foram efetivamente contratados. "O valor de honorário advocatício não é um problema em si, porque é de livre iniciativa e contratação", explicou Sica. Ele acrescentou que é fundamental apurar se os serviços prestados se referem a atividades legítimas de advocacia ou se há indícios de tráfico de influência.
Durante a entrevista, o presidente da OAB-SP também abordou o relatório apresentado pelo senador Alessandro Vieira em uma comissão parlamentar. Sica avaliou que o documento foi elaborado em um contexto de polarização e expressou sua opinião sobre o indiciamento gerado pela CPI. "Indiciamento por CPI não tem efeito prático nenhum", afirmou, destacando que o que deve ocorrer é o encaminhamento dos dados coletados ao procurador-geral da República para a abertura de um processo.
Sica criticou ainda as falhas institucionais observadas durante a condução do caso e comentou sobre as reações de ministros do Supremo Tribunal Federal a parlamentares envolvidos. O presidente da OAB-SP também defendeu a implementação de um código de conduta para os magistrados da Corte, considerando essa medida essencial para restaurar a confiança da população no Judiciário.
"Enviamos duas colaborações e estamos pressionando, no bom sentido, as autoridades para que essa pauta não seja esquecida. Essa pauta é determinante, que seja como sinalização", declarou Sica. Para ele, a adoção de um código de ética é de importância fundamental, ressaltando que o Brasil precisa de ações que reforcem a credibilidade das instituições judiciárias.

