O presidente do Athletico, Mario Celso Petraglia, teve uma participação ativa na reunião do Conselho Deliberativo realizada na noite da última quarta-feira (22). Durante o encontro, Petraglia apresentou o balanço financeiro do clube, que registrou um déficit de R$ 58,1 milhões para o ano de 2025. Essa situação financeira foi um dos principais tópicos discutidos, gerando questionamentos entre os conselheiros sobre as estratégias futuras do clube.
Após a análise do cenário financeiro, Petraglia tratou de assuntos gerais, onde os conselheiros levantaram questões sobre a possível contratação de reforços para o elenco. O presidente destacou que a intenção é reforçar o time com pelo menos um lateral-direito, um zagueiro e mais um atacante para atuar como reserva do colombiano Kevin Viveros, que se destacou como o principal goleador do clube e vice-artilheiro do Campeonato Brasileiro, com seis gols.
O mandatário também mencionou que há uma proposta significativa pelo atacante, a qual ele classificou como de "valor absurdo", mas garantiu que a venda de Viveros não está nos planos da diretoria. Essa afirmação foi recebida com aplausos pelos conselheiros, que demonstraram apoio à permanência do jogador. Além das posições já mencionadas, o Athletico também busca um atleta que possa atuar pelos lados do campo.
Outro ponto relevante abordado na reunião foram as projeções para a temporada de 2026. Com o desempenho positivo da equipe sob a direção de Odair Hellmann, Petraglia expressou a expectativa de que o Athletico termine entre os dez primeiros colocados no Brasileirão e, possivelmente, consiga uma vaga na Libertadores. Na Copa do Brasil, a meta é chegar às quartas de final.
As próximas eleições do clube, que estão marcadas para o final de 2027, também foram discutidas. Petraglia informou que ainda não há um candidato definido para sua sucessão e que não está muito por dentro do clima eleitoral, já que não acompanha as redes sociais. Ele observou que os opositores são sempre os mesmos, o que sugere uma continuidade nas disputas internas do clube.
Em relação ao desempenho financeiro, o presidente apresentou dados preocupantes sobre as receitas. Os direitos de transmissão, por exemplo, caíram de R$ 57,5 milhões em 2024 para apenas R$ 23,6 milhões em 2025. Contudo, a diretoria acredita que o cenário poderia ser mais grave se não fossem as vendas de atletas e a melhora nas receitas da Arena da Baixada. As vendas de jogadores também diminuíram, passando de R$ 284,5 milhões em 2024 para R$ 203,3 milhões em 2025.