Possibilidade de um novo fenômeno El Niño em 2026

Relatório da NOAA indica que a fase de La Niña pode dar lugar ao El Niño no.
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No dia 20 de abril de 2026, a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) dos EUA divulgou um relatório que analisa as temperaturas superficiais e subsuperficiais do Oceano Pacífico. As avaliações indicam que há uma probabilidade considerável de que o fenômeno Enso/La Niña mude para a fase El Niño no segundo semestre do ano. Este fenômeno oceânico-atmosférico é conhecido por suas amplas repercussões nos padrões de chuvas e temperaturas em diversas regiões do mundo.

O sistema Enso/La Niña é composto por três fases que envolvem a dinâmica dos ventos sobre o Oceano Pacífico tropical, além do movimento das águas superficiais e suas temperaturas. A temperatura da água na camada de mistura, que vai de 100 a 200 metros de profundidade, também desempenha um papel crucial, pois pode indicar o potencial térmico disponível para sustentar temperaturas elevadas, além de favorecer a evaporação e a emissão de ondas de calor.

O relatório da NOAA aponta que estamos em um estado de “aviso”, sinalizando a transição para o estágio final de La Niña. Nesse momento, os ventos sobre o Pacífico tropical estão mais intensos, e as águas da região centro-leste do oceano apresentam temperaturas mais baixas do que a média. Esse fenômeno intensifica a corrente fria de Humboldt, que se dirige com maior força para o centro do Pacífico, logo abaixo da linha do Equador. Essa fase é caracterizada pela ressurgência de águas frias, que favorece a abundância de peixes e o aumento da atividade pesqueira na costa oeste da América do Sul.

Diante do histórico de chuvas intensas e estiagens severas, a possibilidade de um novo El Niño gera preocupações. As chuvas excessivas podem resultar em transtornos nas áreas urbanas, especialmente se as políticas públicas não forem adequadas para mitigar os impactos. Nos últimos anos, a falta de chuvas afetou significativamente as safras, causando perdas para os agricultores e demonstrando a necessidade de um incentivo governamental mais efetivo para a irrigação.

A adaptação a fenômenos como o Enso/La Niña é essencial. As autoridades devem priorizar a elaboração de políticas públicas eficazes que atendam às necessidades da população, visando a criação de resiliência diante das adversidades climáticas. O desafio será se preparar adequadamente para essas mudanças, evitando que a falta de ação governamental leve a mais crises em decorrência das variações climáticas. O acompanhamento contínuo dessas condições será fundamental para evitar desmandos e garantir que a natureza não cause mais estragos à sociedade.

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