Na próxima segunda-feira (11), às 14 horas, a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, estará presente na quinta aula da Formação de Profissionais da Rede Municipal de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres. O evento ocorrerá no auditório do Centro de Estudos Sociais Aplicados (CESA), na Universidade Estadual de Londrina (UEL). Esta iniciativa é promovida pela Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres (SMPM), em parceria com o Conselho Municipal dos Direitos da Mulher (CMDM) e a Rede Municipal de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres.
O curso teve seu início em março e está programado para ser concluído em 20 de maio, totalizando uma carga horária de 60 horas, que inclui atividades presenciais e remotas. Participam dessa formação 193 profissionais oriundos de Londrina, Tamarana e Ibiporã, atuando em áreas como segurança pública, saúde, justiça, Assistência Social, educação e direitos humanos, todos voltados para a proteção das mulheres.
A capacitação é uma das ações prioritárias do Plano Municipal de Políticas para as Mulheres de Londrina, que visa a formação continuada dos profissionais que compõem a rede de atendimento. O objetivo é ampliar o conhecimento técnico e teórico dos participantes, além de melhorar os fluxos de atendimento e garantir um acolhimento mais humanizado e integrado às mulheres que enfrentam situações de violência.
O curso abrange não apenas aulas teóricas, mas também atividades práticas que refletem a realidade dos territórios atendidos pelos serviços públicos. Um dos resultados esperados é a elaboração de um diagnóstico socioterritorial da Rede Municipal, que incluirá um levantamento das demandas específicas de cada região e os principais desafios enfrentados pelos serviços.
Marisol Chiesa, secretária municipal de Políticas para as Mulheres, destacou a importância da capacitação para garantir um atendimento mais eficaz. Ela ressaltou que as mulheres que buscam ajuda frequentemente lidam com múltiplas vulnerabilidades, não apenas a violência. "Quando oferecemos serviços de convivência, inclusão produtiva e programas de transferência de renda, criamos condições para que as mulheres tenham autonomia e independência econômica," afirmou.
A diretora da SMAS também enfatizou a relevância da qualificação contínua, afirmando que é essencial que os profissionais tenham uma compreensão da complexidade da violência contra a mulher. "Profissionais bem preparados são capazes de ouvir sem julgar e reconhecer sinais sutis, além de encaminhar as mulheres com segurança," disse.

