Ministro do STF determina afastamento de perito da PF em investigação sobre vazamento

Um perito da Polícia Federal foi afastado após decisão do ministro André Mendonça, que autorizou uma operação.
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Ministro André Mendonça Autoriza Operação E Afasta Perito Da PF Suspeito De Vaza

O afastamento de um perito da Polícia Federal ocorreu em decorrência de uma decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que no dia 19 autorizou uma operação com o objetivo de investigar o vazamento de informações confidenciais relacionadas ao caso do Banco Master.

A nota oficial divulgada pelo STF informa que foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão, além de outras medidas cautelares, incluindo a suspensão do exercício da função pública do policial sob investigação. No entanto, o comunicado não detalhou especificamente quais informações teriam sido vazadas.

A investigação se concentra na divulgação de dados referentes a um contrato milionário firmado entre o Banco Master e o escritório Barci de Moraes Sociedade de Advogados, vinculado à advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes. Documentos indicam que o contrato previa pagamentos de R$ 129 milhões ao longo de três anos, o que representa cerca de R$ 3,6 milhões mensais.

Informações da Receita Federal revelam que o Banco Master declarou ao longo dos anos de 2024 e 2025 pagamentos que ultrapassam R$ 80 milhões ao escritório de advocacia. Além disso, dados enviados à CPI do Senado, que investiga o crime organizado, apontam 11 repasses mensais de R$ 3,6 milhões realizados em 2024, totalizando cerca de R$ 40 milhões.

A origem do inquérito remonta a março, quando a defesa de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, provocou o Supremo. Os advogados alegaram que mensagens extraídas de celulares apreendidos na Operação Compliance Zero começaram a ser divulgadas na mídia antes da defesa ter acesso total ao material. A suspeita é de que o perito afastado não somente compartilhou informações sigilosas, mas também indicou terceiros para espalhar esses dados.

Em sua decisão, o ministro André Mendonça delimitou que a investigação deve se concentrar em possíveis violações de dever funcional por parte de quem tem a responsabilidade de custodiar as informações sigilosas, deixando claro que a apuração não deve abranger a atuação dos jornalistas ou da imprensa.

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