Depoimento de Roberta Luchsinger sobre a ‘Farra do INSS’ é ouvido pela PF

A Polícia Federal ouve, nesta quarta-feira, a empresária Roberta Luchsinger, Amiga de Lulinha, em investigação sobre supostas.
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Foto: Foto: Reprodução

A Polícia Federal (PF) agendou para esta quarta-feira, 20 de maio de 2026, o depoimento da empresária Roberta Luchsinger no âmbito da investigação conhecida como "Farra do INSS". Luchsinger, que é Amiga de Lulinha, o filho do presidente Lula, é alvo de investigação por sua possível relação com Antônio Camilo Antunes, o lobista conhecido como "Careca do INSS".

Conforme os detalhes da investigação, Roberta Luchsinger teria sido a responsável por conectar Lulinha a Antunes em transações ligadas ao mercado de cannabis medicinal. O lobista e o filho do presidente eram sócios na empresa World Cannabis, dedicada ao fornecimento de medicamentos à base de maconha medicinal.

De acordo com informações reveladas pela PF, a empresária teria recebido R$ 1,5 milhão do Careca do INSS, montante que foi dividido em cinco parcelas de R$ 300 mil. Esses pagamentos foram confirmados por meio da quebra do sigilo fiscal de Antunes, que também indicou que o contrato estabelecido previa articulações no Ministério da Saúde para a viabilização de medicamentos de cannabis no Sistema Único de Saúde (SUS), embora o projeto não tenha avançado.

A PF busca esclarecer se Lulinha teve relações comerciais com Antunes e se houve recebimento de valores relacionados a um esquema de desvio envolvendo aposentados do INSS. Investigadores conseguiram rastrear viagens feitas por Roberta, Lulinha e Antunes à Europa, onde teriam buscado oportunidades de negócios no setor de cannabis medicinal.

A defesa de Lulinha alega que ele nunca firmou contratos ou recebeu recursos do lobista. Roberta Luchsinger, que já se candidatou a uma vaga de deputada estadual pelo PT, já foi alvo de busca e apreensão em fases anteriores da Operação Sem Desconto. Recentemente, ela foi obrigada a usar tornozeleira eletrônica após as ações da PF.

A investigação sugere que Luchsinger poderia ter atuado como uma espécie de laranja para Lulinha e que teria acesso a informações confidenciais sobre o inquérito relacionado ao roubo de aposentados do INSS. Além disso, a PF indica que Roberta teria orientado Antunes a descartar celulares, numa alegação de tentativa de impedir o andamento das investigações.

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