Novas sanções dos EUA visam empresas ligadas ao regime cubano

O governo dos Estados Unidos, por meio do secretário de Estado Marco Rubio, anunciou novas sanções contra.
WhatsApp
Facebook
Twitter
Print

Nesta terça-feira, 23, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, revelou a imposição de novas sanções a empresas conectadas ao Grupo de Administração Empresarial S.A. (Gaesa), um conglomerado que opera sob controle das Forças Armadas cubanas. Rubio acusou o governo comunista de Cuba de intensificar a crise econômica e social ao priorizar a manutenção do poder em detrimento do bem-estar da população.

Rubio utilizou a rede social X para expressar que a situação em Cuba se deteriora à medida que o regime, que ele classificou como "corrupto, brutal e antiamericano", continua a focar em manter seu controle político. O secretário ressaltou que os cubanos enfrentam a falta de liberdade, oportunidades de trabalho e acesso a necessidades básicas, evidenciando a gravidade da crise.

Para os EUA, o Gaesa tem sido um dos principais instrumentos de enriquecimento da elite governista, desviando recursos fundamentais da população para atividades de repressão interna e iniciativas que vão contra os interesses estadunidenses. Rubio destacou que, ao longo dos anos, o grupo militar tem se consolidado como uma das entidades mais influentes na economia cubana, controlando setores cruciais como turismo, comércio e serviços financeiros.

As novas sanções abrangem empresas e entidades que facilitam a movimentação financeira e a gestão de ativos do Gaesa, além de organizações envolvidas na exploração de recursos minerais e metálicos em Cuba. Rubio alertou que qualquer instituição financeira ou empresa que mantenha relações comerciais com as entidades sancionadas poderá sofrer penalidades por parte do governo dos Estados Unidos.

O secretário de Estado fez um apelo para que bancos internacionais e empresas estrangeiras cessem imediatamente qualquer serviço prestado às entidades afetadas pelas novas restrições. Essas medidas representam um endurecimento da política do governo do presidente Donald Trump em relação a Cuba, que, desde seu retorno à Casa Branca, tem intensificado as sanções econômicas e promovido o isolamento de estruturas controladas pelos militares cubanos.

A população cubana enfrenta uma das crises econômicas mais severas de sua história recente, caracterizada pela escassez de alimentos, apagões frequentes, inflação elevada e um aumento considerável na emigração, enquanto o Gaesa continua sendo apontado como um dos pilares que sustentam o governo da ilha.

PUBLICIDADE

Relacionadas: