Na sexta-feira, 26 de junho de 2026, às 18h10, os governos de Israel e do Líbano, com a mediação dos Estados Unidos, firmaram um acordo-quadro em Washington. Este documento estabelece diretrizes iniciais para a interrupção das hostilidades e a construção de um processo de paz na região. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, anunciou o entendimento durante a cerimônia de assinatura.
Rubio destacou que o acordo cria uma base para avanços diplomáticos futuros, mencionando a importância do entendimento firmado entre os países. Ele afirmou: “Temos o prazer de anunciar um acordo-quadro entre o governo soberano do Líbano e o governo de Israel, com a mediação e o apoio dos Estados Unidos da América.”
Embora o acordo não constitua um tratado definitivo, ele prevê a criação de um marco institucional destinado a promover a paz e a segurança duradouras, conforme declarado pela diplomacia norte-americana. As conversas entre Israel e Líbano sob a mediação dos EUA tiveram início em abril, representando os primeiros diálogos diretos entre os dois países em várias décadas. Desde então, diversas rodadas de negociação foram realizadas em Washington, mas não resultaram em um cessar-fogo permanente.
Apesar do acordo, a situação na região continua tensa. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, reafirmou a determinação de manter as forças israelenses no sul do Líbano até que o grupo Hezbollah desarme. Ele declarou: “O mais importante de tudo é que Israel permaneça na zona de segurança no sul do Líbano. Essa é uma conquista importante, e a manteremos até que o Hezbollah seja desarmado.”
Autoridades israelenses indicaram que o Exército poderá transferir parte do controle de áreas específicas para as Forças Armadas libanesas de forma experimental, incluindo regiões ao sul e ao norte do rio Litani, que está próximo à fronteira entre os dois países. No entanto, confrontos na área não cessaram completamente. O Exército israelense informou ter abatido membros do Hezbollah em operações recentes, alegando que esses indivíduos estavam transportando armamentos e representavam uma ameaça direta às tropas.
De acordo com informações militares, os alvos estariam utilizando estruturas na região de al-Manzala como pontos de observação e ataque. O Hezbollah, por sua vez, não se manifestou sobre as ações recentes do Exército israelense.

