Os apresentadores de programas de rádio e televisão que desejam disputar as eleições de outubro têm até esta terça-feira (30) para se desligar de suas funções. Essa exigência é estabelecida pela Lei das Eleições, a 9.504 de 1997, além de uma resolução do Tribunal Superior Eleitoral, que visa evitar que pré-candidatos usem sua visibilidade na mídia como vantagem em relação a concorrentes menos conhecidos.
O não cumprimento desse prazo pode acarretar sanções tanto para os candidatos quanto para as emissoras que mantiverem os apresentadores no ar. A regra abrange uma variedade de personalidades. Silvia Abravanel, filha de Silvio Santos e apresentadora do programa Sábado Animado no SBT por mais de 20 anos, filiou-se ao PSD em março e pretende concorrer a uma vaga de deputada federal por São Paulo.
Outro nome que deve oficializar sua pré-candidatura é Sikêra Júnior, ex-apresentador do programa Alerta na TV A Crítica, que recebeu convite do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, do Republicanos, para concorrer a deputado federal. Além deles, André Marinho, comentarista e humorista político da Jovem Pan, confirmou sua intenção de se candidatar ao governo do Rio de Janeiro pelo partido Novo.
A lista de apresentadores que estão se movimentando para a política é extensa. Celso Russomanno, do Republicanos, busca a reeleição como deputado federal. Val Marchiori, socialite também filiada ao Republicanos a convite de Tarcísio, é pré-candidata a deputada federal por São Paulo.
A atriz e influenciadora Antônia Fontenelle se filiou ao PSDB do Rio de Janeiro, enquanto Padre Kelmon, pelo PL, anunciou sua candidatura a deputado federal por São Paulo. Manoel Gomes, conhecido pelo hit viral Caneta Azul, juntou-se ao Avante para tentar uma vaga na Câmara dos Deputados.
Entretanto, nem todos estão avançando com suas candidaturas. Leão Lobo, da RedeTV!, que se filiou ao PT em abril, declarou publicamente que não tem a intenção de se candidatar nas eleições deste ano.

