Polícia Federal solicita prorrogação de prazo em investigação que envolve Lulinha

A Polícia Federal pediu ao STF um novo prazo para concluir a análise de provas da Operação.
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A Polícia Federal (PF) requereu ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), uma extensão do prazo para finalizar as investigações da Operação Sem Desconto, que examina um esquema de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O pedido de prorrogação surgiu após a PF reconhecer que não conseguiria cumprir o prazo de 60 dias previamente estabelecido para analisar os dispositivos de armazenamento apreendidos, incluindo celulares e computadores, além de dados obtidos pela quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT).

A corporação destacou que a dificuldade principal reside no grande volume de provas coletadas, totalizando cerca de 1.700 itens apreendidos, dos quais aproximadamente 40% já foram periciados até o momento. A PF informou ao STF que, em um prazo de 30 dias, conseguirá concluir a análise dos materiais relacionados aos investigados que estão detidos, enquanto a análise dos equipamentos de outros alvos pode demandar até seis meses para ser finalizada.

Atualmente, a equipe responsável pela investigação conta com 11 policiais. Contudo, a PF acredita que mais de 40 agentes seriam necessários para acelerar a conclusão das perícias. Quando estabeleceu o prazo inicial, o ministro André Mendonça também solicitou que a PF mantivesse a equipe encarregada da investigação e justificasse formalmente quaisquer mudanças no grupo que estivesse à frente do caso.

A operação passou por alterações em sua condução, com a saída do delegado que liderava a investigação, que retornou à sua unidade de origem. A apuração foi transferida da Divisão de Repressão a Crimes Previdenciários para a Coordenação de Inquéritos em Tribunais Superiores, que se ocupa de investigações que envolvem autoridades. Um dos nomes citados na investigação é Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, apontado pela PF como um dos operadores do suposto esquema. Até o momento, não houve qualquer denúncia formal relacionada a essa apuração.

Outro aspecto pendente é a negociação de um acordo de colaboração premiada com o empresário Maurício Camisotti. As tratativas entre a PF e a Procuradoria-Geral da República ainda estão em andamento, após uma proposta inicial ter sido devolvida para ajustes.

Além disso, a investigação aguarda desdobramentos sobre a localização de Carlos Roberto Ferreira Lopes, presidente da Conafer, que continua foragido após a decretação de sua prisão preventiva. De acordo com informações da Controladoria-Geral da União (CGU), a entidade sob sua presidência foi responsável por R$ 484 milhões em descontos sobre benefícios previdenciários entre os anos de 2019 e 2024. Lopes nega qualquer participação nas irregularidades.

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