Na terça-feira, 21, Kuwait e Bahrein foram alvos de ataques aéreos promovidos pelo Irã, conforme relatado por agências de notícias. As forças armadas de ambos os países afirmaram ter interceptado mísseis e drones lançados de Teerã, evitando danos maiores.
O Comando Geral das Forças de Defesa do Bahrein comunicou que conseguiu "confrontar, interceptar e destruir" os ataques aéreos. O órgão enfatizou que o Irã mantém uma "abordagem hostil sistemática", com ações que visam civis no Reino do Bahrein.
O Exército do Kuwait também confirmou a ocorrência dos ataques. Em publicação na rede social X, a instituição informou que suas defesas aéreas estavam enfrentando "ataques hostis de mísseis e drones" e caracterizou a ação iraniana como uma agressão "pecaminosa". O comunicado destacou que as defesas aéreas estavam ativas na interceptação dos ataques.
Em adição aos ataques aéreos, o Kuwait convocou seu embaixador no Irã para protestar contra um incidente ocorrido no dia 20, quando um navio petroleiro kuwaitiano foi atacado no Estreito de Ormuz, resultando em ferimentos a vários tripulantes. O vice-ministro das Relações Exteriores do Kuwait, Hamad Suleiman Al-Mashaan, entregou uma nota de protesto ao embaixador iraniano, caracterizando o episódio como um "ataque flagrante" e uma "grave violação da soberania".
O governo do Kuwait exigiu que o Irã cesse imediatamente os "ataques ilegais" e reservou o direito de tomar as medidas necessárias em resposta às agressões.
A retórica de hostilidade por parte do Irã também se intensificou. Um porta-voz do Exército iraniano afirmou que o país bombeará seu próprio território se forças americanas tentarem ocupar a nação. O brigadeiro-general Mohammad Akrami-Nia declarou que, em caso de invasão, o Irã não hesitará em atacar seu próprio território.

