A partida, ocorrida no Estádio Maracanã, terminou com uma virada do Uruguai por 2 a 1, garantindo o título para a equipe conhecida como "Celeste Olímpica". A derrota é lembrada como o "Maracanazo". No total, o jornal listou 141 nomes, destacando que o Serviço de assistência do estádio prestou socorro aos feridos durante o evento.
O Maracanã, que recebeu oficialmente 173 mil torcedores em 16 de julho, viu um público muito maior, estimando-se que entre 200 mil e 220 mil pessoas estavam presentes devido ao arrombamento das catracas. O impacto emocional da derrota foi sentido em todo o Brasil, afetando não apenas os fãs de futebol, mas toda a população, resultando em uma onda de desilusão.
Um caso emblemático foi o de João Soares da Silva, um marinheiro reformado de 58 anos, que, embora não tenha conseguido ingressar no estádio, acompanhou a partida pelo rádio. Após o jogo, ele, tomado pela emoção e tristeza, desmaiou e faleceu em decorrência de um colapso. A polícia foi chamada e o corpo foi transportado para o Necrotério do Instituto Médico Legal.
Na mesma Copa, a seleção brasileira, sob o comando de Flávio Costa, havia conquistado vitórias expressivas sobre a Suécia e a Espanha, com placares de 7 a 1 e 6 a 1, respectivamente. Contudo, a derrota para o Uruguai impediu que o Brasil conquistasse seu primeiro título mundial.
A transmissão da partida, que marcou a história do futebol brasileiro, pode ser ouvida na íntegra no programa Memória da Pan, pela Rádio Nacional do Rio de Janeiro, com os narradores Jorge Curi e Antônio Cordeiro.

