Nesta segunda-feira (3), o Podemos realiza uma reunião crucial para decidir sobre a formação de uma coligação com o Partido Liberal (PL) e a possível indicação da presidente da legenda, Renata Abreu, como vice do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A convenção do Podemos, realizada no último domingo (2) em São Paulo, trouxe à tona a análise dessa aliança na corrida presidencial.
Renata Abreu destacou durante coletiva de imprensa que a decisão a ser tomada será coletiva, enfatizando que sua missão está alinhada com os interesses do partido. "Essa é uma decisão coletiva. Eu sou uma pessoa de missão. Se o grupo entender que é importante para crescimento de partido, essa é uma decisão que vai ser tomada em grupo", afirmou a deputada.
Atualmente, o Podemos ainda não definiu se irá apoiar algum candidato específico na disputa presidencial ou se optará por uma posição neutra. A legenda se apresenta como uma alternativa viável para o PL, especialmente após as negativas de coligação da Federação União Progressistas e do Republicanos.
Com três senadores e 27 deputados federais, o Podemos pode ajudar Flávio Bolsonaro a reduzir a desvantagem no tempo de propaganda eleitoral em rádio e TV em relação ao presidente Luiz Inácio Lula (PT). Sem uma coligação, a diferença de tempo de propaganda poderia alcançar 20%.
Fundado em 1995 como Partido Trabalhista Nacional (PTN), o Podemos passou a adotar seu novo nome em 2017. Desde a candidatura do ex-senador Alvaro Dias em 2018, a legenda tem se consolidado no cenário político, mantendo representação significativa na Câmara dos Deputados e no Senado Federal.

