PGR se opõe a buscas em familiares de Weverton Rocha durante investigação

A Procuradoria-Geral da República manifestou-se contra a realização de buscas em familiares do senador Weverton Rocha, que.
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A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou contrariamente à realização de buscas e apreensões que envolvem familiares do senador Weverton Rocha (PDT-MA) e outros investigados na Operação Sem Desconto. Esta operação investiga fraudes relacionadas a descontos indevidos em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Apesar do parecer da PGR, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a ação solicitada pela Polícia Federal, resultando em 18 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e no Maranhão, além de medidas de quebra de sigilos de dados telefônicos.

De acordo com a análise da PGR, os elementos obtidos até o momento na investigação sugeriam a possibilidade de novas apurações, mas não justificavam a adoção de medidas consideradas invasivas. O órgão sugeriu que fossem utilizadas alternativas, como a quebra de sigilos, para investigar a origem dos recursos movimentados e possíveis ligações financeiras entre os envolvidos, além de eventuais incompatibilidades patrimoniais.

Em sua decisão, o ministro Mendonça destacou que as suspeitas levantadas pela Polícia Federal não se baseavam apenas em suposições, mas em um conjunto de informações coletadas ao longo da investigação. Entre os elementos apresentados, estavam mensagens de dispositivos eletrônicos, documentos, vínculos societários, registros cadastrais, dados financeiros e movimentações patrimoniais que foram consideradas incompatíveis com as informações declaradas.

Mendonça enfatizou que o estado atual da investigação apresentava uma plausibilidade concreta de que documentos e registros essenciais para elucidar os fatos estavam sob a guarda dos alvos indicados. Ele também justificou a necessidade das buscas pela possibilidade de perda de provas, uma vez que arquivos digitais poderiam ser apagados ou alterados, e documentos físicos poderiam ser ocultados ou deslocados.

A operação visava aprofundar as investigações sobre descontos previdenciários, e o advogado de Weverton Rocha informou que estava à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos. Vale lembrar que o senador já havia sido alvo de buscas na Operação Sem Desconto em dezembro do ano anterior. Naquela ocasião, a Polícia Federal investigava uma possível conexão do senador com indivíduos identificados como envolvidos no esquema de descontos indevidos em aposentadorias e pensões.

A investigação da PF apontou que Weverton Rocha teria relações com Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS", um dos principais investigados. Após a operação anterior, Weverton expressou surpresa e se colocou à disposição para esclarecer os fatos assim que tivesse acesso à decisão judicial. Ele confirmou ter se encontrado com Antunes em diversas ocasiões, incluindo uma reunião em sua residência durante um evento particular e encontros em seu gabinete no Senado, onde o assunto tratado foi a regulamentação de produtos à base de cannabis para uso medicinal.

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