O Irã estabeleceu uma série de exigências que os Estados Unidos devem atender para permitir a reabertura do Estreito de Ormuz. Esta passagem marítima é uma das rotas mais importantes para o transporte de energia no mundo, sendo responsável por cerca de 20% do petróleo comercializado globalmente antes do início do conflito.
As condições foram apresentadas por Mohammad Bagher Zolghadr, que ocupa o cargo de secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã. A divulgação das exigências foi feita pela agência Tasnim News Agency, que é vinculada ao governo iraniano.
Entre as demandas, o Irã requer que os EUA assumam integralmente os danos causados pelo conflito através de indenização, além de suspender as sanções impostas ao país e desbloquear ativos financeiros iranianos. Outras exigências incluem a interrupção do bloqueio naval norte-americano, a retirada das forças militares americanas posicionadas nas proximidades do Irã e o fim das hostilidades contra o país e seus aliados no Líbano, na Palestina, no Iémen e no Iraque.
Além disso, Teerã exige que os Estados Unidos não ameacem o país nem desrespeitem os valores considerados sagrados pelos iranianos. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, declarou que este é o momento mais propício para alcançar um acordo, afirmando que o Irã se encontra estruturado e forte. Ele ressaltou que a nação é vista como vitoriosa e poderosa no contexto atual.
Pezeshkian também mencionou os esforços diplomáticos do Irã para resolver a situação, enfatizando que a condição de “nem guerra nem paz” não pode durar indefinidamente. "Eventualmente, isso precisa chegar ao fim”, afirmou o presidente, reforçando a disposição do país para um entendimento, embora as condições apresentadas mantenham a pressão sobre Washington.
Zolghadr ressaltou que as exigências estão alinhadas com as reivindicações da população iraniana, prevendo que as demandas estejam “muito perto” de um entendimento. As negociações foram caracterizadas como positivas e construtivas pelo Ministério das Relações Exteriores de Omã, que participa das conversas sobre a restituição do tráfego no Estreito de Hormuz.

