O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) divulgou um vídeo nas redes sociais nesta terça-feira (15), onde se apresenta como "Presidente" e faz um pronunciamento oficial. No início da gravação, Flávio explicou que decidiu interromper sua campanha eleitoral em razão da "gravidade" do atual momento político, afirmando que o Brasil está passando por um processo de transformação.
Durante seu discurso, Flávio Bolsonaro criticou a administração do presidente Lula (PT), acusando-a de gerar um "desequilíbrio institucional" em razão da aliança com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O magistrado enfrenta questionamentos sobre sua relação com Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master, e nesta terça-feira, o STF analisa a possibilidade de investigar Moraes em função de mensagens encontradas no celular do banqueiro que apontam para uma conexão entre eles.
Em uma parte de sua fala, Flávio afirmou que o atual presidente dividiu seu poder com Alexandre de Moraes, resultando em um cenário em que o Brasil estaria sem liderança. "O atual presidente dividiu o seu poder com Alexandre de Moraes. E no fim, o Brasil ficou sem presidente nenhum. Sem comando", declarou.
Flávio Bolsonaro também aproveitou a ocasião para apresentar propostas que pretende implementar caso seja eleito. Ele destacou a necessidade de combater o crime organizado, propondo que grupos como PCC, Comando Vermelho e milícias sejam classificados como organizações "narcoterroristas". Além disso, no campo econômico, ele se comprometeu a promover a redução de juros e da dívida, além de buscar soluções para o endividamento das famílias brasileiras.
Outra proposta apresentada por Flávio foi a extinção da reeleição para a Presidência da República. Ele afirmou que, se eleito, não disputará um segundo mandato. "Eu mesmo já apresentei um projeto pelo fim da reeleição. Eu não serei candidato à reeleição. Porque assim só terei como compromisso consertar o país. Essa é a minha missão. A reeleição só atrapalhou porque muitos presidentes pensaram primeiro neles e só depois no Brasil. Eu penso e vou pensar sempre no Brasil", concluiu Flávio Bolsonaro.