Governo Lula destina R$ 47 bilhões para controlar preços de combustíveis

O presidente Lula anunciou que foram gastos R$ 47 bilhões para evitar que os aumentos internacionais do.
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, revelou em um episódio recente do podcast Desce a Letra que o governo federal já investiu R$ 47 bilhões com a intenção de conter a alta dos preços da gasolina e do óleo diesel. Lula explicou que esses recursos foram direcionados para implementar medidas que evitassem que os aumentos nas cotações internacionais de petróleo fossem repassados integralmente ao consumidor brasileiro.

Durante a conversa, o presidente atribuiu parte da pressão sobre os preços dos combustíveis ao conflito entre os Estados Unidos e o Irã, que, segundo ele, impacta negativamente o mercado internacional de petróleo. “O [Donald] Trump invadiu o Irã, trazendo prejuízo para nós. Isso aumenta gasolina, petróleo, o arroz, o pão, o fertilizante, a agricultura. Não tem necessidade as guerras. Mesmo assim, já colocamos R$ 47 bilhões para pagar para que não aumentem a gasolina e o óleo diesel para o povo”, afirmou.

Lula ainda enfatizou que a quantia gasta representa recursos que deixaram de ser aplicados em outras áreas do país. “São R$ 47 bilhões que estamos deixando de investir neste País para evitar que o preço da gasolina chegue no prato do povo brasileiro”, disse o presidente.

Para mitigar os efeitos da valorização do petróleo, o governo implementou uma série de medidas. No dia 10 de setembro, foi anunciado um pacote que aumentou o desconto de tributos federais sobre a gasolina e elevou a subvenção destinada ao diesel. As medidas, segundo estimativas, custariam cerca de R$ 7 bilhões mensais. Além disso, uma medida provisória autorizou R$ 6,6 bilhões em crédito extraordinário para financiar os subsídios aos combustíveis.

Em um levantamento anterior, também divulgado em 10 de setembro, o governo já havia informado que havia desembolsado cerca de R$ 37,5 bilhões em medidas emergenciais para conter os preços até 2026. Este total incluía aproximadamente R$ 25 bilhões em subsídios diretos e R$ 12,5 bilhões em renúncias de impostos federais. Com isso, o valor de R$ 47 bilhões mencionado por Lula supera os dados divulgados anteriormente, embora o presidente não tenha detalhado a composição desse novo montante.

A pressão sobre os combustíveis se intensifica em um contexto de valorização do petróleo, especialmente devido às tensões no Oriente Médio. O barril do Brent, por exemplo, chegou a ultrapassar a marca de US$ 100, evidenciando a discrepância entre os preços praticados no Brasil e as cotações internacionais.

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