O deputado federal Lindbergh Farias, do Partido dos Trabalhadores do Rio de Janeiro, fez duras críticas ao ministro André Mendonça, que ocupa uma posição no Supremo Tribunal Federal, em uma mensagem divulgada no início da noite desta quarta-feira, 16. O parlamentar protocolou um pedido de afastamento cautelar de Mendonça na Procuradoria-Geral da República, alegando suspeição e parcialidade partidária do ministro.
Durante suas declarações, Lindbergh afirmou que Mendonça deveria se afastar do Tribunal Superior Eleitoral, onde ocupa a vice-presidência. Ele acusou o ministro de ter atuado para “proteger Flávio Bolsonaro o tempo todo” e de ter tentado interferir na cúpula da Polícia Federal enquanto a corporação realizava investigações relacionadas ao chamado “filme Dark Horse” e se preparava para uma operação contra Cezinho de Madureira, a quem o deputado se referiu como amigo de Mendonça.
Além disso, Lindbergh alegou que Cezinho de Madureira foi o responsável por apresentar André Mendonça a Jair Bolsonaro. O deputado também mencionou que o ministro teria participado da mobilização do 7 de setembro, com a intenção de criar fatos políticos e aumentar a participação em atos relacionados ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele enfatizou a necessidade de não permanecer inativo diante do que considera uma trama contra a democracia brasileira.
Por fim, o deputado reiterou seu pedido para o afastamento de Mendonça do TSE e convocou os cidadãos a “levantarem a voz” em defesa da democracia. O pedido protocolado na PGR ainda será analisado pelo órgão, que decidirá sobre os próximos passos.
As declarações de Lindbergh Farias refletem um clima de tensão e polarização política no Brasil, especialmente em relação às figuras ligadas ao governo anterior e suas ações no âmbito da justiça e da segurança pública.