O Corinthians se encontra em uma situação delicada, com dois meses de direitos de imagem atrasados e apenas três pontos acima da zona de rebaixamento. A nova dificuldade financeira surge em meio a uma sequência de seis derrotas consecutivas no Campeonato Brasileiro. Os 17 dias sem jogos representam uma oportunidade para o técnico Fernando Diniz preparar a equipe, mas também evidenciam uma crise que vai além do campo.
O pagamento referente ao mês de agosto deveria ter sido efetuado em setembro, mas não foi realizado até a última segunda-feira (21). Cada parcela atrasada representa cerca de R$ 10 milhões para o clube, conforme informações da diretoria. Além disso, permanecem pendentes valores relativos a férias e premiações dos jogadores do elenco masculino.
As contas do Corinthians revelam um déficit de R$ 246 milhões no primeiro semestre de 2026, valor que superou em 78,2% os R$ 138,028 milhões previstos no orçamento. Nesse cenário, o clube encontrou dificuldades para honrar os pagamentos do elenco dentro dos prazos estabelecidos. Em setembro, os salários registrados em carteira sofreram atrasos antes do jogo contra o Estudiantes, pela Libertadores. Embora o clube tenha conseguido quitar essa parcela antes da partida, a eliminação na competição reduziu uma importante possibilidade de receita para a temporada.
A crise financeira se agrava com a restrição imposta ao clube, que enfrenta três transfer bans desde maio, devido a dívidas que somam aproximadamente R$ 21,5 milhões. Enquanto essas pendências não forem resolvidas, o Corinthians não pode registrar novos jogadores, o que limita as opções para Fernando Diniz em um momento crucial do torneio.
As limitações financeiras também impactam a montagem do elenco, uma vez que a diretoria precisa gerenciar os compromissos financeiros pendentes. Assim, a equipe deve se manter na parte inferior da tabela ao longo da reta final do campeonato. O retorno do Corinthians aos gramados está marcado para o confronto contra o Internacional, no dia 7 de outubro, pela 29ª rodada. O calendário também inclui partidas contra outros concorrentes diretos e um clássico contra o Palmeiras.
O clube reconhece que os problemas financeiros têm reflexo direto no desempenho esportivo. Marcelo Paz, diretor do Corinthians, admitiu que a situação econômica influenciou a formação do elenco e mencionou as limitações impostas pelos transfer bans. Enquanto isso, os atrasos financeiros adicionam uma camada extra de pressão ao ambiente enfrentado pelo grupo.