Lula solicita investigação sobre possível interferência estrangeira em favor de Flávio Bolsonaro

A campanha de Lula pediu ao STF a apuração de indícios de intervenção externa nas eleições, visando.
WhatsApp
Facebook
Twitter
Print

Na última terça-feira (23), a campanha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) protocolou um pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) solicitando a investigação de uma suposta intervenção estrangeira nas eleições brasileiras que beneficiaria a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL). A iniciativa visa esclarecer se há financiamento vindo do exterior destinado a influenciar o processo eleitoral no país.

O advogado Angelo Ferrero, responsável pela área jurídica da campanha de Lula, destacou a importância da transparência nas eleições, afirmando que "uma eleição soberana exige clareza sobre quem está financiando e promovendo ações para influenciar o eleitor brasileiro". O pedido inclui a apuração da origem dos recursos e a atuação de agentes estrangeiros.

Entre os pontos levantados na petição, está a menção a negociações entre Flávio e Eduardo Bolsonaro (PL) e autoridades dos Estados Unidos, incluindo o ex-presidente Donald Trump e o secretário de Estado Marco Rubio. De acordo com a campanha, esses contatos teriam ocorrido fora dos canais diplomáticos oficiais.

Um dos focos do pedido é uma reportagem do site Amado Mundo, que cita um possível financiamento da Rockbridge Network à candidatura de Flávio. Essa organização, cofundada por JD Vance, vice-presidente dos EUA, teria como objetivo promover uma agenda do Partido Republicano. A campanha de Lula argumenta que essas informações devem ser investigadas com rigor.

A petição também abrange o nome de Alfredo Gaspar (PL), que é candidato a vice-presidente na chapa de Flávio. A coligação solicita a cassação dos registros e a declaração de inelegibilidade de Flávio e Eduardo por um período de oito anos, alegando abuso de poder econômico. A intenção é explicitar a incidência dos comandos de soberania sobre o processo eleitoral e sobre os agentes que podem executar atos estrangeiros no Brasil.

Além disso, a campanha solicita que novos fatos sejam considerados como notícia de descumprimento, pedindo a instauração de inquérito pela Polícia Federal e as medidas necessárias para garantir a preservação e o cumprimento da decisão.

PUBLICIDADE

Relacionadas: