Líderes evangélicos reagem a Lula por disseminação de fake news sobre Nossa Senhora Aparecida

O Conselho Interdenominacional dos Ministros Evangélicos do Brasil criticou o presidente Lula por criar uma 'guerra religiosa'.
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O Conselho Interdenominacional dos Ministros Evangélicos do Brasil (Cimeb) manifestou sua indignação em relação ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e seus apoiadores, acusando-os de propagar uma informação incorreta sobre Nossa Senhora Aparecida. Em nota divulgada na última segunda-feira (28), a entidade, que representa mais de 10 mil pastores, afirmou que essa desinformação é utilizada para atacar o senador e candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) e incitar uma "guerra religiosa" entre católicos e evangélicos.

O comunicado do Cimeb expressa um repúdio severo à utilização de fake news por parte do governo para atingir adversários políticos, enfatizando que essa prática pode provocar conflitos entre diferentes grupos religiosos. O texto foi amplamente compartilhado nas redes sociais pelo Pastor Silas Malafaia, uma das figuras proeminentes entre os líderes evangélicos.

A nota é assinada por 14 líderes evangélicos, incluindo nomes como Silas Malafaia, Robson Rodovalho, Estevam Hernandes, Jabes de Alencar e Luiz Hermínio. Além de contestar a fake news, o documento também enfatiza que não há qualquer tentativa por parte de líderes evangélicos de interferir em celebrações ou feriados de outras religiões, reafirmando que "evangélicos e católicos vivem em paz".

O boato em questão sugere erroneamente que Flávio Bolsonaro estaria promovendo um projeto de lei para remover o título de Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil. Essa proposta, na realidade, foi apresentada pelo ex-deputado Victório Galli (PMDB-MT) em 2007 e arquivada em 2008. A desinformação ganhou notoriedade nas redes sociais na última quinta-feira (24).

Durante um evento em Belém, na segunda-feira, Lula apresentou uma imagem de Nossa Senhora de Nazaré e, na terça-feira (29), exibiu uma imagem de Nossa Senhora Aparecida em uma agenda de campanha. Em um vídeo, o Pastor Silas Malafaia criticou a propagação da fake news, considerando o episódio "inadmissível" e alertando sobre os riscos de uma guerra religiosa.

Malafaia também fez críticas à decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, que manteve no ar as publicações que espalharam a desinformação. Essa situação provocou uma nova crise na Corte, envolvendo ministros como André Mendonça e Flávio Dino. Posteriormente, o ministro Luiz Fux reverteu a decisão de Dino, restaurando a posição de Mendonça na questão.

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