O PL está em vias de expandir sua bancada no Senado, aumentando de 15 para até 21 senadores, de acordo com cenários projetados a partir das pesquisas de intenção de voto para as eleições que ocorrerão neste domingo, 4. Essa movimentação pode resultar em uma diminuição da representação dos partidos de centro, especialmente do PSD, enquanto as legendas de esquerda mostram variações menores em suas cadeiras.
Um estudo publicado revelou que o PL possui candidatos bem posicionados em dez estados, incluindo Acre, Amazonas, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Pará, Rondônia, Roraima, Santa Catarina e Tocantins. O levantamento considera os parlamentares que permanecerão no Senado até 2031 e os candidatos mais competitivos na disputa pelas 54 vagas disponíveis este ano, sendo uma estimativa fundamentada nas intenções de voto.
Atualmente, entre os 15 senadores do PL, nove têm mandato até 2031. Outros quatro, Efraim Filho, Sergio Moro, Wellington Fagundes e Wilder Morais, estão concorrendo a cargos de governo estaduais. Em Mato Grosso do Sul, por exemplo, o PL lidera a pesquisa da Quaest com Capitão Contar registrando 23% e o ex-governador Reinaldo Azambuja com 22%. Soraya Thronicke, do PSB, e Vander Loubet, do PT, seguem na sequência com 10% e 8%, respectivamente.
Em Rondônia, a disputa pela segunda vaga no Senado apresenta Bruno Bolsonaro Scheid (PL) e Sílvia Cristina (PP) empatados com 11% das intenções de voto. Essa igualdade nas intenções de voto entre os candidatos justifica a diferença entre os cenários que apontam para uma bancada de 20 ou 21 integrantes do PL.
O presidente do partido, Valdemar Costa Neto, tem como meta superar as projeções atuais, almejando alcançar 28 representantes na próxima composição do Senado. No Distrito Federal, os dados do Datafolha indicam que Michelle Bolsonaro lidera com 47% nas intenções de voto, enquanto Bia Kicis, também do PL, aparece com 37%.
A eleição de 2026 será crucial, pois renovará dois terços do Senado, totalizando 54 das 81 cadeiras. Cada Estado e o Distrito Federal escolherão dois representantes para mandatos de oito anos. A configuração das bancadas impactará diretamente a tramitação de propostas legislativas, a aprovação de autoridades indicadas pelo Executivo e os processos de impeachment de ministros do STF.