Ex-Assessor de Biden observa eleições no Brasil enquanto sócio critica interferência de Trump

Ricardo Zuniga, ex-assessor de Joe Biden e Barack Obama, participa da missão do Carter Center para acompanhar.
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O diplomata norte-americano Ricardo Zuniga, que atuou como assessor de Joe Biden e Barack Obama, faz parte da delegação do Carter Center no Brasil, onde irá observar as eleições programadas para este domingo. A ONG, criada pelo ex-presidente Jimmy Carter, recebeu autorização do Tribunal Superior Eleitoral para atuar como observadora eleitoral, atuando ao lado de diversas outras entidades e organizações multilaterais, em sua maioria com viés à esquerda.

Em uma postagem em sua conta no Linkedin, Zuniga expressou seu orgulho em participar da missão, afirmando que é "extraordinário testemunhar o compromisso dos agentes eleitorais em garantir que seus concidadãos em todo este país em expansão possam exercer seus direitos democráticos no dia da votação". Zuniga é um dos fundadores da consultoria Dinámica Americas, criada em 2023, juntamente com outros diplomatas ligados a Biden e Obama, como Roberta Jacobson, Dan Restrep e Nick Zimmerman.

Embora a legislação eleitoral exija que os observadores internacionais atuem de forma independente, a realidade parece ser diferente. Enquanto Zuniga acompanha a preparação das urnas e se encontra com autoridades da Justiça Eleitoral e do governo Lula, Nick Zimmerman, seu sócio, manifestou apoio à narrativa petista sobre a suposta interferência do governo de Donald Trump nas eleições brasileiras. Em um podcast divulgado recentemente pela jornalista Patrícia Campos Mello, Zimmerman afirmou que "o nível de interferência de Trump nas eleições brasileiras não tem precedente na história dos EUA".

Entretanto, não foram apresentadas evidências que sustentassem essa afirmação. A declaração de Zimmerman parece ter como intuito reforçar a narrativa utilizada pela campanha de Lula, que busca deslegitimar uma possível vitória de Flávio Bolsonaro. É importante ressaltar que ex-diplomatas que se opõem a Trump costumam omitir informações relevantes sobre a interferência americana em 2022, quando emissários da Casa Branca, incluindo o secretário de Defesa e o chefe da CIA, pressionaram o governo de Jair Bolsonaro e influenciaram o processo eleitoral.

Além disso, o financiamento de agências de checagem de fatos, ONGs e mídias por parte da USAID e de organizações com vínculos a grupos brasileiros de orientação esquerdista, como a Abraji e o Instituto Alana, também foi destacado. Essas organizações são parceiras da ONG Redes Cordiais, que foi fundada pelo jornalista Guilherme Amado.

Recentemente, Amado publicou uma reportagem que tenta vincular a campanha de Flávio a um suposto financiamento externo da Rockbridge Network, um clube de bilionários associado a JD Vance, vice de Trump. Mesmo sem evidências concretas, o conteúdo foi utilizado pelo Partido dos Trabalhadores para solicitar a Flávio Dino que iniciasse uma investigação sobre a campanha de Flávio Bolsonaro.

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