O Ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, Sidônio Palmeira, anunciou que o presidente Lula, do PT, deve comparecer a debates contra o senador Flávio Bolsonaro, do PL, caso os dois avancem para o segundo turno das eleições. A declaração foi feita em Salvador, na Bahia, durante a visita ao governador Jerônimo Rodrigues, também do PT, que busca a reeleição.
Sidônio Palmeira expressou a certeza de que o presidente Lula não hesitará em participar dos debates. "O presidente Lula não tem nenhum problema em participar dos debates. Caso aconteça o segundo turno, ele vai para os debates e vai desmascarar esse adversário, que é um representante da extrema-direita", afirmou o ministro.
O ministro ainda comentou sobre a confiança na vitória de Lula, mesmo diante de dados recentes das pesquisas de opinião, como as do Datafolha e da Quaest, que indicam um aumento de votos para Flávio Bolsonaro na reta final da campanha. Sidônio minimizou essa tendência, ressaltando que a movimentação se deve ao voto útil, mas acredita que a campanha de Lula sairá na frente no primeiro turno.
Sidônio declarou: "A tendência está para a gente. Houve só essa movimentação aí no último período, que é o voto útil. Mesmo assim, eu tenho segurança de que a gente sai na frente no primeiro turno. Não está definido, né? Ninguém é vidente para definir isso em uma eleição apertada. Mas eu não tenho dúvida de que o presidente vai ganhar, porque ele defende a soberania, porque ele está preocupado com a vida do povo, está do lado do povo".
No primeiro turno, Lula optou por não participar de debates, incluindo o da Band e o da Globo, este último que acabou sendo cancelado. A decisão de não comparecer foi tomada pelo próprio presidente, que considerou que a participação seria um erro, já que enfrentaria uma série de candidatos de direita, o que poderia resultar em um tempo muito limitado para rebater as críticas.
Sidônio Palmeira, que era um dos principais defensores da participação de Lula nos debates, especialmente no da Globo, viu sua posição ser sobrepujada pela decisão do presidente.