Dario Durigan critica euforia do mercado após avanço de Flávio Bolsonaro

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, manifestou descontentamento com a reação do mercado financeiro após a vitória.
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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, expressou sua insatisfação em relação à reação otimista do mercado financeiro após Flávio Bolsonaro, do PL, ter liderado o primeiro turno das eleições em comparação ao Presidente Lula, do PT. Para Durigan, essa movimentação é uma demonstração de "euforia" que carece de fundamentação nas propostas de política econômica apresentadas pela equipe do candidato do PL.

Na segunda-feira, 5 de outubro, o Ibovespa teve um aumento de 7,70%, alcançando 206.911,89 pontos, um novo recorde. O dólar comercial, por sua vez, caiu 4,12%, encerrando o dia cotado a R$ 5. Essa tendência de alta também afetou os juros futuros, que registraram uma significativa queda.

Durigan levantou questionamentos sobre a avaliação dos investidores a respeito de uma possível mudança na política econômica a partir de 2027. Ele argumentou que as promessas feitas pela equipe de Flávio não apresentam, em sua opinião, medidas adequadas para atingir os resultados esperados.

O ministro afirmou: "Acho que comprar ilusão, como já compramos no passado, é um erro. […] Quando você compara coisas concretas, o que foi o governo anterior e o atual governo Lula, é difícil que o anterior ganhe em alguma coisa, especialmente na política fiscal".

Dario Durigan se referiu às propostas da equipe econômica de Flávio como "pastel de vento", mencionando a combinação de promessas de cortes de despesas com aumentos do salário mínimo e a manutenção da vinculação de benefícios sociais. Ele também acusou Flávio de adotar práticas de "populismo fiscal". Entre as propostas, destaca-se a meta de superávit primário de 1,5% do PIB.

Atualmente, a meta fiscal do governo Lula para este ano é de 0,25% do PIB. Entretanto, até agosto, o Governo Central acumulou um déficit de R$ 94,9 bilhões, representando 0,53% do PIB nos últimos 12 meses.

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