A Academia Brasileira de Cinema selecionou o longa Feito Pipa, dirigido por Allan Deberton, para representar o Brasil na disputa por uma indicação ao Oscar 2027. O filme concorreu com outras cinco produções brasileiras na pré-indicação: 100 Dias, de Carlos Saldanha; A Fabulosa Máquina do Tempo, de Eliza Capai; A Natureza das Coisas Invisíveis, de Rafaela Camelo; Nosso Segredo, de Grace Passô; e Vicentina Pede Desculpas, de Gabriel Martins.
O elenco principal, formado por Lázaro Ramos, Teca Pereira e Yuri Gomes, nunca concorreu à estatueta. Em entrevista, os atores demonstraram satisfação com a possível indicação. Yuri, de 12 anos, brincou: “Eu não acho que vai dar certo. Já deu certo”. Ele afirmou se sentir “muito feliz e honrado” pela responsabilidade de retratar o país. Já Teca Pereira, de 74 anos, declarou estar “totalmente empolgada” e destacou a qualidade do filme: “O filme é muito bom, está muito bem feito e é um filme necessário”.
Na trama, Yuri interpreta Gugu, um menino que vive com a avó Dilma, personagem de Teca, no sertão cearense. A produção foi o longa-metragem mais premiado da 54ª edição do Festival de Cinema de Gramado. O longa chega aos cinemas nesta quinta-feira (5/11), após pré-estreia no Festival de Cinema Brasileiro, que ocorre em todo o país até 4 de novembro.
Lázaro Ramos disse ter o coração dividido entre a razão e a emoção. Para ele, o filme foi feito para o público brasileiro, mas merece ser visto no mundo. “Acho que é uma ótima escolha, depois dos outros filmes que estavam representando o Brasil no Oscar. Feito Pipa mostra uma outra região do país, um outro tema, outra cara de elenco”, afirmou. O diretor Allan Deberton concordou com o protagonista e acrescentou que “os brasileiros estão mal acostumados com a boa sorte que tem”, em referência aos filmes Ainda Estou Aqui e O Agente Secreto, que representaram o Brasil nas edições de 2024 e 2025 do festival.