A Rota da Seda Digital está reconfigurando a soberania na América Latina. Ao invés de uma dominação por meio de ideologia ou força militar, a influência chinesa se estabelece através da dependência operacional em áreas cruciais da vida moderna. À medida que governos locais transferem serviços essenciais como energia, dados biométricos e gestão de trânsito para a esfera tecnológica de Pequim, sua autonomia é progressivamente erodida. O resultado é uma forma de hegemonia invisível, manifestada em cada servidor instalado e cada câmera ativada, que altera o mapa do poder global sem que a maioria perceba.

