Somente 30 dos 131 jornalistas credenciados como setoristas do Supremo Tribunal Federal (STF) terão acesso ao plenário nesta terça-feira, 15, para acompanhar o julgamento que envolve o ministro Alexandre de Moraes. A seleção dos profissionais ocorreu por meio de sorteio entre 67 veículos de comunicação, incluindo a Revista Oeste.
A nova decisão do STF contrasta com a orientação anterior, que previa a proibição da entrada da imprensa no plenário, permitindo apenas o acompanhamento da sessão por estruturas montadas na área externa do Tribunal. A mudança gerou reações, especialmente da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), que enviou um ofício à Presidência do STF. A associação enfatizou que a transmissão oficial não substitui a cobertura presencial do julgamento.
O julgamento em questão trata da PET 16.662, que aborda a relação entre Moraes e Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. A sessão está marcada para esta terça-feira, 15, e a presença limitada de jornalistas levanta questões sobre a transparência do processo.
Os jornalistas que conseguiram autorização para entrar no plenário enfrentarão restrições adicionais. A utilização de computadores está proibida, e os celulares deverão ser mantidos desligados dentro de recipientes lacrados. Apenas anotações em papel serão permitidas durante a sessão.
O STF justificou a proibição inicial devido à capacidade limitada do plenário, uma decisão que partiu da Presidência da Corte após sugestões de outros ministros. Embora a Abraji tenha considerado a revisão da medida como um avanço, a entidade defende que a entrada com celulares e computadores é essencial para garantir a agilidade na transmissão de informações durante a cobertura jornalística.