Advogado de Donald Trump classifica PCC e CV como ameaças globais

Martin De Luca, advogado da Trump Media, defendeu a decisão dos Estados Unidos de rotular o PCC.
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O advogado Martin De Luca, que representa a Trump Media e a plataforma Rumble nos Estados Unidos, fez declarações nesta quinta-feira, 29, a respeito da classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas globais. De Luca elogiou a decisão do governo de Donald Trump, afirmando que essas facções brasileiras não são mais um problema restrito à segurança pública nacional, mas sim uma ameaça internacional.

Em sua publicação na rede X, o advogado destacou que o PCC atua como uma "plataforma transnacional de logística de cocaína", operando em quase 30 países e mantendo contatos diretos com produtores de cocaína na Colômbia, Peru e Bolívia. Para reforçar sua argumentação, ele citou estudos do International Institute for Strategic Studies (IISS) e reportagens do The Wall Street Journal.

Referente ao Comando Vermelho, De Luca ressaltou que essa facção expandiu suas operações para oito países na América do Sul. Ele afirmou que o CV controla rotas estratégicas do tráfico internacional e atua em áreas de fronteira na Amazônia, especialmente entre Brasil, Peru e Colômbia.

Além disso, o advogado mencionou que o problema não reside apenas na publicação de manifestos ideológicos por parte do PCC e do CV, mas nas ações que essas organizações realizam, como controle de territórios, intimidação de civis, gestão de redes prisionais e corrupção de instituições em níveis elevados.

A decisão dos Estados Unidos de incluir o PCC e o CV na lista de organizações terroristas estrangeiras foi oficialmente anunciada nesta semana e entrará em vigor em 5 de junho, conforme confirmado pelo secretário de Estado, Marco Rubio. Essa medida gerou reações no Brasil, onde integrantes do Governo Lula manifestaram oposição à classificação.

Pessoas do Planalto argumentam que as facções têm motivações econômicas, e não ideológicas, o que, segundo elas, distanciaria a situação da caracterização de terrorismo. O assessor internacional da Presidência, Celso Amorim, declarou que equiparar crime organizado a terrorismo "não ajuda" no combate às organizações criminosas.

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