A Sanepar confirmou que as otimizações do processo de tratamento realizado na Estação de Tratamento de Água (ETA) em Ponta Grossa eliminaram em 100% a presença da substância geosmina. As análises da Companhia indicaram a eficácia das medidas adotadas, com significativo aumento na remoção da substância durante o processo de tratamento.
A Sanepar consolida a normalização das características da água distribuída aos ponta-grossenses, inclusive àqueles com percepção sensorial mais apurada. A superintendente da Sanepar na Região Sudeste, Simone Alvarenga de Campos, afirma que a prioridade da Companhia é a estabilidade do sistema.
A Sanepar adotou soluções operacionais para minimizar a percepção de odor e sabor na água. A aplicação do carvão ativado nas captações, com adequações no seu ponto de inserção e ajuste rigoroso na dosagem do dióxido de cloro, foram estratégias fundamentais para superar o problema.
A gerente de Avaliação de Conformidades da Sanepar, a bioquímica Cynthia Malaghini, revela que Ponta Grossa enfrentou uma situação sem precedentes na história do estado. A hiperfloração de cianobactérias na Represa de Alagados elevou a concentração de geosmina a um patamar excepcional.

