Aumento da inflação leva jovens a revitalizar o escambo no Brasil

Com a inflação elevada e o custo de vida em alta, jovens brasileiros estão redescobrindo o escambo.
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Entre as propostas apresentadas, uma jovem sugere a troca de seus serviços de edição de vídeo por aulas de pilates, enquanto outra oferece relógios em troca de uma geladeira. A ideia é simples: se você é médico e precisa de reformas em casa, pode postar uma oferta como "Troco tal consulta por tal ação no cômodo tal". Essa abordagem busca facilitar a troca direta de bens e serviços em um contexto onde o dinheiro parece escasso.

O escambo, embora nunca tenha desaparecido completamente no Brasil, está ressurgindo em um momento crítico. A inflação dos alimentos está acima da média, os juros elevados tornam o crédito mais caro e a nova geração enfrenta desafios financeiros. Um estudo do Núcleo de Estudos Raciais do Insper, divulgado em 2026, mostra que os jovens estão entrando na vida adulta com uma renda maior do que a geração anterior, mas não conseguem converter essa renda em melhoria nas condições de vida.

Os dados revelam que a dívida média dos jovens inadimplentes aumentou de R$ 2 mil em 2020 para R$ 3,6 mil em 2026, segundo informações da Serasa. Essa realidade demonstra que, apesar de um aumento na renda e no acesso ao crédito, os jovens têm enfrentado dificuldades para acompanhar o custo de vida, resultando em um alto nível de endividamento logo no início da vida adulta.

A revitalização do escambo entre os jovens pode ser vista como uma resposta criativa às limitações financeiras. A ideia de trocar produtos e serviços surge como uma alternativa viável em tempos de crise, onde o dinheiro parece não ser suficiente para cobrir as necessidades básicas. A proposta de troca direta entre indivíduos pode não apenas aliviar a pressão financeira, mas também fomentar uma nova forma de interação social, baseada na colaboração e na comunidade.

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