Lula defende soberania do Brasil na ONU em meio a críticas de Trump

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa da 81ª Assembleia Geral da ONU em Nova York,.
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está programado para discursar na abertura da 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) em Nova York, nos Estados Unidos, nesta terça-feira, 22. Durante sua fala, ele deverá enfatizar a defesa da soberania nacional, o respeito ao direito internacional e a negociação como formas de resolução de conflitos.

Desde 1955, o Brasil tem a tradição de ser o primeiro país a discursar na Assembleia Geral, e neste ano, Lula também deverá ressaltar a importância do multilateralismo, uma diretriz central da política externa brasileira diante do aumento dos conflitos globais. A sessão será presidida pelo ministro das Relações Exteriores de Bangladesh, Khalilur Rahman, e ocorrerá entre os dias 22 e 26 e 28 de setembro.

Além do presidente, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, permanecerá em Nova York durante a semana para participar de reuniões e encontros ministeriais.

As relações entre Brasil e Estados Unidos têm se tornado mais tensas nos últimos dias. O presidente norte-americano, Donald Trump, criticou o governo brasileiro em um documento enviado ao Congresso dos EUA, abordando o combate internacional ao narcotráfico. Em sua fala, Trump destacou que o Brasil falhou no enfrentamento ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e ao Comando Vermelho, afirmando que essas organizações criminosas transformaram o país em um centro para o fluxo internacional de cocaína.

Esse documento faz parte de uma determinação anual em que o governo dos Estados Unidos identifica países relevantes para o trânsito ou produção de drogas ilícitas e avalia as medidas adotadas no combate ao narcotráfico.

Trump também apresentou exigências relacionadas ao processo eleitoral no Brasil. Em um documento divulgado no dia 17, ele afirmou que o país não deveria prender ou impedir “arbitrariamente” dissidentes políticos de concorrer nas eleições presidenciais de 2026. Informações indicam que os Estados Unidos teriam fornecido uma lista com 21 exigências ao governo brasileiro, que surgiram durante negociações em Washington, especialmente no contexto do aumento de 50% nas tarifas sobre produtos brasileiros.

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