Brasil avalia reciprocidade após pedido de expulsão de delegado pelos EUA

O presidente em exercício Geraldo Alckmin comentou sobre a possibilidade de expulsão de agentes americanos em resposta.
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Foto: Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O presidente em exercício, Geraldo Alckmin, manifestou-se hoje, 21 de abril de 2026, a respeito da solicitação dos Estados Unidos para a expulsão de um delegado da Polícia Federal. Em declaração a jornalistas, Alckmin destacou que o Brasil sempre adota a lógica da reciprocidade nas relações internacionais. Ele enfatizou que, embora a situação exija cautela, a resposta do governo brasileiro deve ser considerada.

A fala de Alckmin ocorre em um contexto onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva também abordou a questão, afirmando que, caso tenha ocorrido um abuso por parte das autoridades americanas em relação ao delegado brasileiro, o Brasil não hesitará em aplicar o mesmo princípio de reciprocidade. Lula destacou que não haverá espaço para negociações se a situação for confirmada.

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, foi enfático ao afirmar que o pedido dos Estados Unidos carece de fundamentos. Vieira argumentou que o delegado, Marcelo Ivo de Carvalho, atuava em colaboração com as autoridades locais, o que reforça a ideia de que a cooperação entre os países deve prevalecer.

A situação se agravou na segunda-feira, 20, quando o governo dos Estados Unidos, por meio de suas redes sociais, anunciou a solicitação de saída de Marcelo Ivo, mencionando que ele havia participado de monitoramento que resultou na prisão de Alexandre Ramagem. A mensagem americana destacou que ações de integrantes de outros países não podem contornar os processos legais de imigração, afirmando que o delegado brasileiro tentava realizar isso em território americano.

O intercâmbio de delegados entre as Polícias Federais dos dois países é regido por acordos de cooperação, permitindo que agentes brasileiros atuem nos Estados Unidos e vice-versa. A continuidade dessa colaboração depende das relações diplomáticas e da confiança mútua entre Brasil e EUA, que agora se encontram sob escrutínio devido a este incidente.

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