BRB anuncia venda de ativos do Master com valor de até R$ 15 bilhões

O Banco de Brasília firmou um acordo com a gestora Quadra Capital para a criação de um.
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Foto: Foto: Reprodução/Facebook BRB

O Banco de Brasília (BRB) comunicou na noite de 20 de abril de 2026 a assinatura de um memorando de entendimento com a gestora Quadra Capital, cuja finalidade é estruturar um fundo de investimento focado na transferência de ativos que atualmente pertencem à instituição. Esses ativos são oriundos de transações realizadas pelo banco em parceria com o Banco Master.

A operação tem um valor de referência que pode chegar até R$ 15 bilhões. Destes, está previsto que entre R$ 3 bilhões e R$ 4 bilhões sejam pagos de forma imediata. O restante, que varia entre R$ 11 bilhões e R$ 12 bilhões, será convertido em cotas subordinadas do fundo que será criado para a gestão e monetização dos ativos.

Conforme informações divulgadas ao mercado, esta iniciativa faz parte de um processo de reestruturação do BRB. Os objetivos incluem não apenas o reforço de capital, mas também o aumento da liquidez e a reorganização do portfólio. A operação também visa a racionalização da estrutura patrimonial, com expectativa de impactos positivos na saúde financeira da instituição.

A efetivação do acordo está condicionada ao cumprimento de diversas condições estipuladas no memorando. O BRB se comprometeu a manter o mercado informado sobre quaisquer atualizações, seguindo as diretrizes da Comissão de Valores Mobiliários.

No dia 10 de abril, a governadora do Distrito Federal, Celina Leão, mencionou que um fundo havia apresentado uma proposta de R$ 15 bilhões pelos ativos associados ao Banco Master, que foram adquiridos pelo BRB. Entretanto, não foram fornecidos detalhes sobre quais ativos estariam envolvidos nesta proposta.

Não há confirmação de que a proposta anteriormente mencionada seja a mesma que foi formalizada no recente acordo. O Ministério Público Federal identificou que, entre 2024 e 2025, o BRB transferiu R$ 16,7 bilhões ao Banco Master, dos quais aproximadamente R$ 12,2 bilhões estão conectados a operações com indícios de irregularidades.

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