Bruno Bolsonaro Scheid adota críticas a Lula e Moraes em campanha ao Senado em Rondônia

O candidato ao Senado por Rondônia, Bruno Bolsonaro Scheid, tem utilizado mensagens de oposição ao presidente Lula.
WhatsApp
Facebook
Twitter
Print

O candidato ao Senado por Rondônia, Bruno Bolsonaro Scheid, do PL, intensificou sua campanha política adotando mensagens críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, e ao ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes. Recentemente, ele adesivou sua van de campanha com os dizeres "Fora Lula" e "Fora Moraes", utilizando o veículo em sua agenda por diversas regiões do estado.

Aliado da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e próximo do ex-presidente Jair Bolsonaro, Bruno também declarou apoio a Flávio Bolsonaro, que concorre à Presidência da República. Em seu discurso, ele enfatizou a importância da direita no Senado, afirmando que é inaceitável a continuidade de um governo que, segundo ele, tem prejudicado o país e desvalorizado o agronegócio, considerado por ele como fundamental para a economia nacional. "O povo cansou desse país e quer um novo Brasil", ressaltou o candidato.

Bruno, que é pecuarista e se lança na política pela primeira vez, não possui experiência em cargos eletivos. Ele nasceu em Paragominas, no Pará, e, após a morte de seu pai em um conflito agrário, mudou-se para o bairro Caladinho, situado na Zona Sul de Porto Velho.

Em 2018, durante a campanha presidencial de Jair Bolsonaro, Bruno foi vítima de um sequestro em sua fazenda, quando integrantes da Liga dos Camponeses Pobres ocuparam a propriedade. Ele e seus familiares ficaram reféns por várias horas, enfrentando agressões e ameaças. O caso, que envolveu mais de 50 pessoas e resultou em investigações por crimes como roubo e cárcere privado, foi levado ao conhecimento de Jair Bolsonaro, que o convidou para relatar sua experiência após ser eleito, fortalecendo a conexão entre eles.

Atualmente, o candidato aguarda uma decisão da Justiça Eleitoral a respeito do uso do sobrenome "Bolsonaro" em sua candidatura, uma vez que seu nome civil é apenas Bruno Scheid. O Ministério Público Eleitoral questiona essa escolha, argumentando que pode causar confusão entre os eleitores, já que Bruno não possui vínculo familiar direto com a família Bolsonaro. A defesa de Bruno alega que o nome já era utilizado como um cognome político antes da campanha de 2026 e apresentou uma pesquisa de abril de 2025 que o identificava como "Bruno Bolsonaro Scheid". Além disso, ele afirma ter recebido autorização de Jair Bolsonaro para utilizar esse nome. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro deve testemunhar em favor de Bruno para esclarecer a relação com sua família. Até o momento, a Justiça Eleitoral não tomou uma decisão final sobre essa questão.

PUBLICIDADE

Relacionadas: