O deputado Hugo Motta, atual presidente da Câmara e membro do Republicanos da Paraíba, está prestes a indicar um parlamentar com perfil moderado para liderar a relatoria da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que propõe a eliminação da escala 6×1 na jornada de trabalho. Essa informação foi confirmada por aliados do deputado.
A expectativa é que o nome escolhido seja de um deputado vinculado ao Centrão, que, ao mesmo tempo, manifeste apoio à proposta de fim da escala 6×1. O governo Lula havia tentado indicar um nome para a relatoria, mas, conforme relatos, Motta considerou a autoria da PEC como um fator relevante na sua decisão, uma vez que a proposta já conta com o respaldo da base governista.
A criação da comissão especial, que irá examinar o mérito da PEC, deve ser anunciada por Hugo Motta nesta quarta-feira, dia 22. Esta data coincide com a votação da proposta na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
O deputado Paulo Azi, do União da Bahia, que atua como relator do texto na CCJ, já apresentou um parecer que é favorável à admissibilidade da PEC. Além disso, o relatório inclui sugestões para o mérito da proposta, recomendando compensações para o setor produtivo e um período de transição para a implementação das mudanças.
A instalação da comissão especial representa a fase final antes que a proposta siga para votação em plenário, o que deverá intensificar as articulações políticas em torno do tema. Diferentes bancadas e representantes de setores da economia já estão se mobilizando para assegurar participação no colegiado, que é crucial para a definição do texto final.
Os parlamentares que compuserem a comissão terão a tarefa de decidir sobre a inclusão de regras de transição, diferenciação entre setores e questões relacionadas à compensação tributária para as empresas. O novo ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, já manifestou oposição a algumas dessas propostas, especialmente no que tange aos mecanismos de compensação ao setor empresarial.

