A defesa do ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, do PL, declarou nesta sexta-feira (14) que o imóvel localizado em Petrópolis, RJ, que é alvo de investigação da Polícia Federal (PF), não é de propriedade do político. O advogado Carlo Luchione esclareceu que o apartamento em questão era alugado e que o contrato foi encerrado meses atrás, logo após Castro deixar o governo estadual.
Luchione afirmou: "Quanto à casa de Petrópolis, o imóvel era alugado e o contrato de locação foi encerrado há meses, tão logo ele saiu do governo". A declaração foi feita em meio à deflagração da segunda fase da Operação Sem Refino, que investiga suspeitas de fraudes na concessão de licenças ambientais relacionadas à Refit, antiga Refinaria de Manguinhos. Nesta etapa, a PF cumpre 16 mandados de busca e apreensão.
A defesa de Castro também informou que não tinha conhecimento prévio da operação e negou que a PF tenha realizado buscas em endereços ligados ao ex-governador. Cláudio Castro já havia sido alvo da primeira fase da Operação Sem Refino, que ocorreu em maio e incluiu a execução de medidas contra o desembargador Guaraci de Campos Vianna, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ).
As investigações buscam apurar crimes como gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro, sonegação fiscal e manipulação de mercado, todos relacionados ao setor de combustíveis. Durante a primeira fase da operação, as autoridades apreenderam armas e cerca de R$ 1,1 milhão em moedas estrangeiras.
Na nova etapa da operação, estão entre os alvos Bernardo Rossi, ex-secretário estadual de Meio Ambiente; Antonio Carlos Santos, ex-assessor do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ); Luiz Fernando Gomes, sócio da Enge Prat Engenharia; José Mauro Junior, ex-secretário de Transformação Digital; e os sócios da 7 Pilares Assessoria, Mauricio Leite e Ana Carolina Miranda.
As investigações também envolvem o Grupo Refit, que é liderado pelo empresário Ricardo Magro. De acordo com as apurações, o grupo teria se beneficiado de decisões judiciais e de um esquema que envolve questões tributárias e licenças ambientais. Em março, Guaraci Vianna foi afastado pela Corregedoria Nacional de Justiça devido a suspeitas relacionadas a decisões favoráveis à Refit em processos tributários.

