Hilton argumentou que sua decisão de permanecer no PSOL visava ajudar a legenda a superar a cláusula de barreira, mas ressaltou que os compromissos feitos pela direção não estão sendo honrados. "O PSOL precisa cumprir os acordos que fez conosco. E não está cumprindo. Está rasgando nossos combinados e praticamente nos inviabilizando", afirmou a parlamentar em sua postagem.
A crítica se estendeu aos critérios utilizados pelo partido para a distribuição de recursos eleitorais, onde Erika mencionou que outros membros, como Juliano Medeiros, atual presidente da Federação PSOL-Rede, estariam em posições privilegiadas. "É um absurdo que a direção partidária feche os olhos para essa realidade. Hoje, Juliano Medeiros, em sua primeira candidatura, teria exatamente a mesma prioridade que eu. Manuela D'Ávila, que acabou de chegar ao partido, tem previsão de receber mais que o dobro", destacou.
A deputada enfatizou a necessidade de uma política que priorize candidaturas de mulheres, pessoas negras, indígenas, LGBTs e PCDs, ressaltando que a atual condução do partido vai de encontro a esses princípios. A direção do PSOL, por sua vez, defendeu que a proposta de financiamento de campanha ainda será discutida nas instâncias internas e que o partido tem um histórico de apoio à diversidade em suas candidaturas.
O partido informou que a proposta em discussão considera metas específicas e estabelece um teto para o financiamento, priorizando os principais puxadores de voto entre os detentores de mandato que buscam a reeleição. A nota oficial ainda afirmou que Erika Hilton será a candidata com o maior investimento entre todas as candidaturas proporcionais do PSOL para 2026.

