Denúncia ao MPE marca debate entre candidatos à presidência

Um Advogado do Psol protocolou uma notícia-crime contra Renan Santos no Ministério Público Eleitoral, acusando-o de injúria.
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Nesta segunda-feira, 24, um advogado vinculado ao Psol apresentou uma notícia-crime ao Ministério Público Eleitoral (MPE) contra Renan Santos, candidato à presidência pelo partido Missão. A denúncia foi motivada por uma declaração feita por Renan durante um debate transmitido pela Band no domingo, 23, onde ele ironizou a ausência do presidente Lula, afirmando que o petista estaria com "aquela Janja". Renan ainda acrescentou: "Ou tá bêbado ou tá com a Janja. Melhor ficar bêbado."

Olímpio Rocha, autor da ação, considerou a fala uma injúria eleitoral dirigida à primeira-dama Janja da Silva. Em sua argumentação, Rocha sustentou que Renan utilizou a figura de Janja com o intuito de atacar o adversário político, sugerindo que a menção à companheira do presidente tinha um caráter depreciativo. Para o advogado, a declaração insinuava que estar ao lado de Janja seria tão indesejável que seria preferível ao estado de embriaguez.

O MPE agora tem a responsabilidade de analisar a notícia-crime apresentada e decidir se existem fundamentos suficientes para dar prosseguimento ao caso. Vale ressaltar que a entrega do documento não implica em uma condenação imediata ou na abertura de um processo contra Renan Santos.

O debate em questão também foi marcado pela ausência de outros candidatos, incluindo Flávio Bolsonaro e Romeu Zema. Apenas Ronaldo Caiado, Augusto Cury e Renan estiveram presentes, e a falta dos outros concorrentes acabou sendo um tema central das discussões. Renan, por exemplo, provocou os ausentes ao levar fraldas com os nomes de Lula e Flávio, enquanto Caiado criticou a postura dos dois, chamando-os de "fujões".

Durante o evento, Renan abordou diversos temas, como segurança pública e programas sociais, e declarou que "o PT é inimigo da polícia". Por sua vez, Augusto Cury fez um apelo pela presença de Lula, afirmando que o presidente deveria estar presente para responder sobre a crise na educação. O escritor chegou a ameaçar se retirar do debate em protesto, mas acabou permanecendo e participando das discussões.

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