O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, proferiu um discurso sobre comunismo na última sexta-feira, 26, durante a conferência anual da Faith and Freedom Coalition, realizada em Washington. Em sua fala, ele descreveu os candidatos vencedores das prévias socialistas em Nova York como "comunistas raiz, sem Deus". Trump enfatizou que a ascensão desses candidatos representa o maior risco ao país desde a sua fundação, há 250 anos.
O discurso de Trump ocorreu em um momento significativo, já que o país se aproxima das celebrações do aniversário de independência. Ele afirmou que os candidatos que ganharam as prévias democratas na última terça-feira, 23, são, na verdade, comunistas radicais e ateus, desassociando-os da ideia de social-democracia. "Todos os comunistas são ateus. Eles não acreditam em Deus", afirmou o ex-presidente.
Trump abordou especificamente as prévias realizadas em Nova York, onde candidatos apoiados por movimentos socialistas derrotaram parlamentares em exercício. Três candidatos ao Congresso, indicados pelo prefeito Zohran Mamdani, foram mencionados como exemplos de uma tendência crescente da esquerda dentro do Partido Democrata. O ex-presidente utilizou o marco de 250 anos de história dos Estados Unidos para contrastar a ameaça socialista com os valores fundadores da nação.
Além de criticar os candidatos, Trump também voltou sua atenção para o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, em razão de uma decisão do Conselho de Estabilização de Aluguéis, que, nesta semana, aprovou o congelamento de aluguéis para novos contratos de um e dois anos. O ex-presidente expressou sua preocupação de que essa medida poderia agravar a situação habitacional na cidade, prevendo que os edifícios afetados poderiam se transformar em cortiços devido à diminuição de moradores.
"Pela primeira vez na história, o poderoso Conselho de Estabilização de Aluguéis, que define os aluguéis na cidade de Nova York, fez isso hoje", declarou Trump. Ele também alertou que o modelo implementado em Nova York poderia se espalhar para outras regiões dos Estados Unidos, levando o país a enfrentar condições semelhantes às de nações mais pobres.
Antes do evento, Trump já havia abordado o tema em uma publicação no Truth Social, onde descreveu o comunismo como um sistema que pode parecer atraente, mas que inevitavelmente colapsa após alguns anos. Na mesma postagem, ele mencionou ataques recentes a comunidades cristãs em outros países, citando ações militares dos Estados Unidos na Nigéria, que, segundo ele, teriam prevenido novos ataques contra cristãos no país africano.

