Embaixada dos EUA vê vitória de Lula como definitiva e minimiza contestação de Flávio

Relatório da representação diplomática classifica reeleição como pacífica e aponta que votos após as 17h representaram apenas.
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A Embaixada dos Estados Unidos em Brasília avaliou como "definitiva e surpreendente" a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno, realizado no último domingo (25). A conclusão está em relatório enviado a órgãos do governo norte-americano no início da semana, que descreve a votação entre Lula e o senador Flávio Bolsonaro (PL) como pacífica e sem margem para questionamentos internacionais.

O documento também analisou a ampliação do horário de votação, principal argumento usado por Flávio Bolsonaro para contestar o resultado. Segundo o relatório, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou que cerca de 34 mil votos foram registrados após as 17h, incluindo eleitores que já estavam nas filas no horário de encerramento. Esse total equivale a aproximadamente 0,03% dos votos, insuficiente para alterar a diferença de cerca de 4,4 milhões de votos entre os candidatos.

A extensão do horário foi determinada pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), após problemas no transporte público e dificuldades de acesso a locais de votação em pelo menos 10 estados. O relato destaca que as campanhas haviam solicitado a ampliação e menciona a missão de observação eleitoral da Organização dos Estados Americanos (OEA), cujos integrantes afirmaram não ter "nenhuma dúvida sobre os resultados", embora tenham apontado falhas de comunicação na organização da votação.

A avaliação da embaixada contrasta com as declarações do presidente Donald Trump, que nesta quinta-feira (29) voltou a criticar o processo eleitoral brasileiro sem apresentar provas de irregularidades. "Não quero comentar, mas achei que a eleição foi um grande constrangimento para o povo brasileiro. O atual presidente me pediu para não tomar partido, e eu não tomei. Mas, quando vi o que aconteceu no Brasil, achei uma vergonha", afirmou o chefe da Casa Branca, aliado histórico da família Bolsonaro.

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