A produção da Netflix, Emergência Radioativa, revive um dos mais trágicos episódios da história brasileira: o acidente com o Césio-137, que ocorreu em Goiânia em 1987. A série, embora altere nomes e resuma personagens, preserva diversos aspectos centrais do caso real.
A narrativa segue figuras inspiradas em pessoas que existiram, como Devair Ferreira, proprietário do ferro-velho, e os catadores Roberto dos Santos Alves e Wagner Mota Pereira. Um dos pontos que mantém fidelidade é a história da menina Leide das Neves, representada na série pela personagem Celeste, que também ingeriu o material radioativo e faleceu dias depois.
Na trama, a morte de Celeste e Antonia, personagens inspiradas em Leide e Maria Gabriela, ocorre no mesmo dia, refletindo o que de fato aconteceu. A série destaca a gravidade da contaminação e suas consequências, enfatizando a tragédia que impactou a vida de muitas pessoas em Goiânia.
Emergência Radioativa também ilustra o manuseio do recipiente que continha o Césio-137 e a reação das autoridades e da comunidade diante do desastre. O impacto do acidente deixou marcas profundas na memória coletiva, sendo lembrado como um dos maiores desastres radiológicos do mundo.

